O Natal no Planeta Terra começa assim, com
uma belíssima música popular:
"Deixei meu sapatinho
Na janela do quintal
Papai Noel roubou
Meu presente de Natal.
Como é que Papai Noel
Não refresca pra ninguém?
Seja rico, por que pobre
O velhinho nunca vem."
Blim, blom!
E termina com um edificante conto de magia dessa época lúdica:
Os dias 22 e 23 de dezembro marcam o início do Inverno no
Hemisfério Norte, o chamado Solstício de Inverno, onde os dias são
mais curtos e as noites, muito longas.
Nesta época, no Hemisfério Norte, ocorre a noite mais longa do ano
e, como faz muito frio, as famílias faziam celebrações dentro dos
seus lares.
Assim, ao invés de acender fogueiras, comemoravam ao redor de uma
árvore colocada dentro de casa. Ali faziam oferendas e outros
rituais, para agradecer as colheitas e pedir proteção no longo
período frio que se iniciava.
Nas ruas vazias, um velhinho astuto, vestido de vermelho, gorro na
cabeça para se proteger da neve, empurrava um rústico trenó puxado
por um cão maltratado.
Após verificar que estavam todos dormindo, entrava nas casas e
levava o que tinha de valor.
Naquele dia estava mais difícil. Não conseguira levar muita coisa.
Tentou uma casa meio isolada, em cima de uma colina. Entrou por
uma janela que estava mal trancada. Todos dormiam, mas o cenário
dentro da casa era desolador. Uma árvore murcha, restos de farofa,
um pouco de vinho barato e muita pobreza. Nos quartos, algumas
crianças e o casal dormiam amontoados por causa do frio. Pulou a
janela, retornou ao trenó, encheu um saco com o que havia furtado
das outras casas e retornou para deixá-los na pobre casa.
Na saída, deu azar. Foi apanhado pulando a janela. Gritou: Hô, hô,
hô, estou trazendo alegria e presentes para esta bela família.
Naquele caso, era verdade.
E a tradição se perpetuou, sem mudar nada.
Acrescentaram apenas um presépio e algumas presepadas.